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Microencapsulação Comparativa de Seis Óleos Vegetais em Sistemas de Goma Arábica Liofilizados: Efeitos de Tensioativos na Eficiência de Encapsulação e Estabilidade

planta verde no vaso castanho

A goma arábica (GA) é um polímero promissor para a microencapsulação de óleos devido às suas propriedades emulsificantes e formadoras de película, bem como à sua aceitação regulamentar. Aqui, apresentamos uma via de emulsão-liofilização totalmente natural e de baixa energia, e uma estrutura de triagem direta que compara a química dos tensioativos e a identidade dos óleos sob condições de processamento idênticas. O óleo de arroz foi utilizado como modelo para avaliar duas proporções de óleo:GA (1:3 e 1:0.3, base sólida) e três tensioativos (Tween 80, cocoil glutamato de sódio (SCG) e lecitina) a 0,1–1%. As emulsões foram caracterizadas por Dispersão Dinâmica de Luz (DLS) (z-average, PDI), índice de emulsificação e viscosidade, sendo depois liofilizadas e avaliadas quanto à eficiência de encapsulação (EE). O elevado teor de óleo (1:0.3) resultou numa EE = 0% para todas as condições, enquanto as emulsões ricas em GA (1:3) permitiram a encapsulação, sendo selecionada a concentração de 0,1% de tensioativo como a ideal. Utilizando esta janela de formulação, foram testados seis óleos (arroz, jojoba, aloé vera, amêndoas doces, cártamo, sésamo), obtendo-se valores de EE que variaram entre 0 e 95%. O cártamo e o sésamo apresentaram uma EE elevada sem tensioatitivo, enquanto o arroz, a amêndoa doce, o aloé vera e a jojoba beneficiaram principalmente do SCG ou da lecitina. Apesar de produzir gotículas menores, o Tween 80 gerou emulsões polidispersas e de baixa estabilidade, não melhorando a EE. No geral, a EE é governada pela coesão interfacial GA-tensioativo e pela química do óleo, e não apenas pelo tamanho da gotícula.

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