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Segurança na Embalagem

As suas embalagens são seguras para uso em produtos cosméticos?

Uma das coisas legais que diferencia os produtos cosméticos e, por isso, é uma forte ferramenta de marketing, é a embalagem. No entanto, precisamos garantir que, além de atraentes, elas sejam super seguras para o produto cosmético e, claro, para todos os consumidores.

Por embalagem, entende-se o recipiente (ou embalagem primária) que fica em contato direto com a fórmula.

De acordo com o Regulamento de Cosméticos (CE) Nº 1223/2009 da União Europeia (UE), todo produto cosmético disponibilizado no mercado deve ser totalmente seguro para a saúde humana quando usado sob condições normais ou razoavelmente previsíveis de uso!

A combinação do material da embalagem, a fórmula do produto cosmético e o contato com o ambiente externo podem influenciar a segurança do produto final, devido a estes fatores super importantes:

(a) interação entre o produto e o material da embalagem;

(b) propriedades de barreira do material da embalagem;

(c) migração de substâncias de/para o material da embalagem.

No Anexo I, seção 4 do Regulamento que mencionamos antes, está especificado direitinho o que deve ser incluído no Relatório de Segurança do Produto Cosmético (CPSR) sobre impurezas, traços e informações sobre o material da embalagem:

  • A pureza das substâncias e misturas;


  • No caso de traços de substâncias proibidas, as evidências de que são tecnicamente inevitáveis;


  • As características relevantes do material da embalagem, em especial a pureza e a estabilidade.

A Decisão de Execução da Comissão 2013/674/UE traz diretrizes incríveis sobre a aplicação prática desses requisitos.

A maneira mais fácil de garantir a compatibilidade com o produto cosmético é confirmar se o material da embalagem é próprio para alimentos. Adotou-se o princípio de que, na maioria dos casos, se a embalagem é segura para um tipo específico de alimento, ela também será perfeita para cosméticos com propriedades físico-químicas parecidas. E o melhor de tudo: os materiais desenvolvidos para embalagens de alimentos geralmente já foram testados, então temos acesso fácil a informações importantes sobre estabilidade e migração. Desse modo, a documentação fornecida pelo fornecedor da embalagem é uma peça fundamental para que o avaliador de segurança da pessoa responsável faça a avaliação exigida por lei para o produto cosmético final.

Mas se não for possível comprovar a compatibilidade alimentar do material da embalagem, ainda dá para avaliar tudo realizando testes de migração com a embalagem final usando simulantes específicos que tenham propriedades físico-químicas parecidas com as do seu produto cosmético.

Precisa de uma ajudinha para garantir que suas embalagens sejam seguras? Entre em contato com a gente! Vamos adorar ajudar!